Augusto Cury com a mulher Suleima
Augusto Cury e sua mulher Suleima Cury, em Santa Luzia, no pontapé inicial da sua campanha para presidente da República (Fotos: Arquivo Pessoal)

Augusto Cury: e se o Brasil fosse governado pelo cuidado de quem conhece a alma humana?

No primeiro comício em Santa Luzia, a reflexão sobre um País que coloca o ser humano no centro

Um dia, numa grande praça americana, Martin Luther King gritou para a multidão: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. E marcou a alma de milhões. A frase ecoa até hoje no coração de quem busca um bálsamo nas incertezas e no ódio político que estamos vivendo na atualidade. Foi inspirado nessa frase que o Dr. Augusto Cury começou hoje, dia 16 de agosto, sua campanha para presidente.

“A maior tragédia não é a maldade das pessoas ruins, mas o silêncio das pessoas boas”. E eu digo: e se o Brasil fosse governado pelo cuidado de quem conhece a alma humana?

Tive a honra de encontrar pessoalmente o Dr. Augusto Cury e sua mulher Suleima Cury, em Santa Luzia, no pontapé inicial da sua campanha. Já tive a oportunidade de entrevistá-lo no passado, li alguns dos seus livros, mas encontrá-lo pessoalmente foi outra história. Carismático, sua energia reflete muito a pessoa boa, o profissional incrível e a literatura que o mundo abraçou pelo conteúdo humano, fruto do estudo da alma que ele faz há décadas.

Era o primeiro comício dele, a partida oficial da campanha. E mesmo no meio da correria, sobraram alguns minutos para uma conversa, um abraço e um autógrafo em um livro — porque eu aproveitei também para tietar.

Numa das falas dele, uma frase ficou comigo:

“O mundo sofre não só pela violência dos violentos, mas pelo silêncio dos que podiam fazer algo e se calaram”.

Fiquei muito orgulhosa desse homem incrível, de sucesso internacional, que já vendeu seus livros no mundo inteiro e tocou o coração de tantos. Vê-lo entrar em campo para essa batalha me encheu o coração, porque pensei na coragem de tomar essa decisão, considerando o quadro político atual do Brasil.

 

Augusto Cury com Arilda
Com Augusto Cury na estreia da campanha em Minas: “orgulhosa desse homem incrível”

 

Saindo dali, fiquei pensando: e se o Brasil fosse governado pela figura humana do Dr. Augusto Cury?
Não falo de partido. Falo de um exercício. De um “e se”.

E se a primeira pauta de um governo fosse o ser humano? O bem-estar das pessoas?
Imagina um Brasil guiado pela filosofia e experiência de um homem pleno de cultura e com o entusiasmo de fazer o povo sorrir de novo?

E se a saúde mental tivesse o mesmo orçamento e a mesma urgência que a economia?
E se nas escolas, além de ensinar a passar no vestibular, ensinássemos as crianças a lidar com ansiedade, frustração, perdas, educação financeira e excesso de informação?

Um psiquiatra que passou 40 anos estudando o cérebro sabe de uma coisa: um povo esgotado não constrói. Um povo com medo não cria. Um povo que só ouve gritos e violência aprende a gritar de volta e a viver no medo. E o povo brasileiro está apresentando todos esses sinais de exaustão. O Dr. Augusto seria tão necessário.

Talvez um governo assim fosse mais cauteloso para decidir. Porque pensaria antes.
Talvez o discurso fosse menos inflamado. Porque seria mais responsável.
Talvez a gente parasse de tratar o adversário como inimigo e voltasse a tratá-lo como irmão, mesmo discordando.

E os brasileiros que foram embora por desencanto?
E se os consulados virassem de fato “casas do Brasil”? E se quem mora fora sentisse que seu voto, sua remessa, sua saudade importam para o país?
E se a diáspora fosse vista não como perda, mas como ponte? E com orgulho.

Não seria um governo perfeito. Nenhum governo é.
Mas seria um governo que lembraria todo dia que atrás de cada gráfico, de cada índice, existe uma mãe, um pai, um jovem, um idoso. Um sonho. Existe gente.

A Suleima Cury, com seu acolhimento, me lembrou disso também: política sem afeto vira gestão fria. E país sem afeto adoece. O Brasil precisa ser feliz de novo.

E voltando a Martin Luther King eu quero dizer “eu tenho um sonho”. E esse sonho é para o meu Brasil.

Nosso país precisa urgentemente de pessoas como o Augusto Cury como governante. Um profissional da alma para curar as feridas, para unir a divisão que distanciou as pessoas.

Isso é ficção. É só um pensamento que nasceu num comício em Santa Luzia.
Mas pensar um Brasil mais humano talvez seja o primeiro passo para construí-lo.

E hoje eu voltei pra casa acreditando que sonhar ainda é um ato de coragem.

Sobre Arilda Costa McClive

Arilda Costa McClive
Jornalista, fotógrafa e curadora de artes radicada nos EUA. Há 20 anos escreve sobre cultura, artes e entrevistas para o Brazilian Times Newspaper onde assina em coluna social. Em 2015 recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Biblioteca Brasileira de NY, por promover a cultura brasileira em nível de excelência. É associada fundadora da AJOIA Brasil.

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