Editorial Ajoia: A hora da verdade: Jornalismo Independente sugere faxina moral na República
Ajoia Brasil exige a responsabilização dos envolvidos na sucessão de condutas visando blindar ilegalmente o banqueiro Daniel Vorcaro (Foto: Arquivo Ajoia Brasil)

A hora da verdade: Jornalismo Independente sugere faxina moral na República

A Associação Brasileira dos Jornalistas Independentes e Afiliados (Ajoia Brasil) vem a público manifestar seu mais absoluto repúdio ao espetáculo de degradação que assola o topo dos Poderes da República.

Como jornalistas comprometidos exclusivamente com a verdade e com o interesse da Nação, não podemos nos calar diante do quadro geral escabroso que se descortina, revelando que as mais altas instâncias de fiscalização e julgamento do país foram capturadas por interesses privados e conluios de toda ordem.

O que as investigações postas à luz da opinião pública expõem, não se restringe a um mero debate processual – como parte da imprensa mainstream pretende relatar. Pelo contrário, trata-se de uma fraude escancarada contra o Estado de Direito – um verdadeiro golpe contra as instituições da República.

A manobra do Ministro Alexandre de Moraes, de utilizar o Inquérito das Fake News para desferir um contra-ataque atabalhoado contra o colega de tribunal, valendo-se de um relatório apócrifo e sem valor probatório, escancara o desespero de quem foi apanhado por provas materiais gravíssimas.

A bem dizer, a reação institucional a esse desvio de finalidade foi imediata e fulminante: o próprio presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Edson Fachin, desidratou a investida ao retirar a representação de Moraes do malfadado inquérito das Fake News e prometer publicamente extinguir de vez esse procedimento de exceção que há sete anos assombra a estabilidade jurídica do país.

Diante disso, a Ajoia Brasil exige a imediata responsabilização administrativa e penal de Alexandre de Moraes, e demais envolvidos na sucessão de condutas visando blindar ilegalmente o banqueiro Daniel Vorcaro, auferir vantagens pessoais e traficar influência. A mesma exigência se estende ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, por seu aventado envolvimento e sua omissão sistemática, que reduziu o Ministério Público a um órgão de homologação tardia; o mesmo ocorrendo com o Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por envolver o aparato policial, instrumentalizando-o nessa absurda disputa de facções.

A engrenagem de impunidade estende-se ao Congresso Nacional, na figura esdrúxula do Senador Davi Alcolumbre, entrincheirado em uma resistência indesculpável, buscando manter trancados mais de uma centena de pedidos de impeachment de ministros do STF.

O represamento desses pedidos revela-se agora como um balcão de proteção recíproca, alimentado pelo envolvimento espúrio de suas bases políticas com os desvios bilionários investigados pela polícia.

Para fechar o arco da falência republicana, o silêncio do Lula da Silva diante do esfacelamento do Judiciário e dos escândalos abjetos que corroem a Previdência Social e o INSS é ensurdecedor. Em qualquer República funcional, tamanha podridão derrubaria ministérios e exigiria uma severa resposta de governo, mas o silêncio do Executivo prova que a conveniência política vale mais do que a moralidade pública.

O jornalismo independente não compactua com o simulacro de normalidade institucional e convoca a sociedade a exigir o afastamento e a punição rigorosa de todos os envolvidos, pois a República pertence ao povo brasileiro e não a parasitas em conflito.

 

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Material produzido pela equipe da redação da Ajoia Brasil

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