Como atento observador e crítico contumaz da postura da velha e putrefata imprensa brasileira, fiquei ainda mais alerta agora com esse malabarismo que fazem para criticar o STF, satisfazendo a Faria Lima, e tentar não perder de vista a narrativa anterior do “golpe”, da “extrema-direita” e afins. Estão, como dizem, cortando um riscado.
Mas começou a incomodar essa balbúrdia que a direita fomenta dentro da própria direita, em uma flagrante distorção para com os objetivos dos conservadores. A batalha contra a esquerda no Brasil só tende a perder sua tenacidade, e não obstante o perigo do próprio mau-caratismo que a esquerda carrega, é como querer dar murro em ponta de faca.
E perguntei aos meus botões; não haverá uma reação orgânica na sociedade para frear isso?
Foi aí que um espectro do jornalismo me chamou a atenção. Jornalistas de grande valor e competência, espalhados pelo País, fora do eixo das grandes mídias que tratam com a verdade, são tão profissionais como os que nos contemplam diariamente com o bom jornalismo e dignidade para com sua audiência qualificada.
Essa percepção, como um sinal importante, veio após me deparar com uma matéria do jornalista Mário Plaka, colunista do Carta de Notícias da cidade de Ipatinga, no Vale do Aço mineiro (outrora berço da Esquerda mineira) e Associado Fundador da AJOIA Brasil – Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados, que aborda justamente este tema, qual seja, as tretas dentro da Direita brasileira. E para minha surpresa, o exemplo que ele nos trouxe veio lá de Sergipe.
Ora, ora, meus botões retrucaram: como um jornalista do interior de Minas Gerais foi buscar um exemplo da estranheza entre conservadores lá em Sergipe? Elementar, meu caro Watson, quero dizer, meus botões. A Direita está cada vez mais politizada, mais perspicaz e, pelo visto, não vai perder o trem da virada, e muito menos os jornalistas que informam o público valorizando os fatos.
Esses movimentos de enfrentamento estão acontecendo em vários pontos do País, como muito bem citado na matéria – Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, como exemplos. Plaka mostrou que a reação da sociedade não está apenas no meio do povo, mas no jornalismo e entre os políticos.
A própria nata da Direita sergipana, como poderão ler nos links (Parte 1 e Parte 2) da publicação, também reagiu, e mais do que isso, vai apostar numa chapa sergipana puro sangue, com o apoio nacional do PL e do pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, ao indicar nomes para o governo do estado e para as duas vagas no Senado Federal, respectivamente, Ricardo Marques, Rodrigo Valadares e Coronel Rocha.
A matéria foi reproduzida em Belém na publicação Ver o Fato, em Fortaleza no Blog César Wagner e em Belo Horizonte no Minas Conexão, demonstrando a capilaridade de nossa imprensa.
E as notícias para o resgate do bom jornalismo não param por aí. A compra do Grupo Warner Bros Discovery pela Paramount Skydance Corporation, que traz junto a CNN, CBS e HBO, pode dar uma reviravolta na imprensa brasileira.
Tudo isso, e não é pouco, em pleno ano eleitoral!
Ajoia Brasil Associação de Jornalistas Independentes e Afiliados
