Walter Felix

Walter Felix
Coronel Veterano do Exército Brasileiro, ex-Cmt 63 Batalhão de Infantaria, Dr. Engenharia de Produção (UFSC) e ex-Assessor Especial da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e ex-Diretor do COMDEFESA da Fiesp.

A caminho do norte

A Caminho do Norte

A missão definida pela finalidade e a transformação progressiva da consciência Um novo Norte Fazia dois anos que eu havia deixado a farda, depois de comandar um batalhão de infantaria. Era um tempo estranho. Eu continuava acordando cedo e, por força do hábito, quase saía procurando o barbeador, o paninho de limpeza de fivelas e a graxa dos sapatos. Não …

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A obediência que desistiu de pensar

A obediência que desistiu de pensar

Bonhoeffer, silêncio funcional e coragem moral entre homens de farda Útil a quem? Há quem já tenha criticado bastante os chefes militares. Alguns o fizeram por indignação legítima; outros, por ressentimento; outros ainda, por conveniência de ocasião. Talvez esteja na hora de olhar também para o outro lado da moeda: os comandados. Não me refiro aos subordinados sem acesso à …

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A nossa confiança tem data de validade?

A nossa confiança tem data de validade?

Hoje cedo, minha esposa pediu que eu comprasse um xarope para a tosse. Ela está se recuperando de uma forte virose e pretende tomar o medicamento por apenas mais alguns dias, até melhorar. Perguntei se compensava comprar um frasco inteiro para tão pouco uso. Provavelmente, quando voltássemos a precisar dele, já estaria vencido. Foi então que uma pergunta aparentemente banal …

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Onde colocar as pérolas?

Onde colocar as pérolas?

Há um tipo de desalento que não nasce da vaidade ferida, mas da percepção de que uma palavra séria talvez esteja sendo entregue à pessoa errada, ao círculo errado ou ao lugar inadequado. Quem escreve com alguma densidade, alguma experiência e certo propósito não busca apenas aplauso. Busca destino. Busca a completude que só ocorre quando a palavra encontra acolhimento. …

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Quando a distância também é serviço

Quando a distância também é serviço

Há momentos em que permanecer é um ato de fidelidade. Há outros em que a distância também pode ser uma forma de serviço. Poucas decisões são mais difíceis do que distinguir uma da outra.  Tenho ouvido, de amigos muito queridos, uma recomendação insistente: — Você precisa voltar a frequentar os quartéis. Outro acrescentou: — O Exército é maior do que …

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Quer realmente ser escutado?

Quer realmente ser escutado?

A atenção alheia como permissão, confiança e responsabilidade Ninguém nos deve atenção Esta é uma das verdades mais simples e, ironicamente, mais esquecidas do nosso tempo. Falamos, escrevemos, postamos e gravamos sem parar. Do outro lado, porém, há sempre alguém cercado por ruídos, pressas, dores, interesses, cansaços e defesas interiores. A atenção humana tornou-se um dos territórios mais disputados do …

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O Tubo

O Tubo

Há experiências que duram apenas alguns minutos, mas permanecem conosco por toda a vida O Tubo nasceu da lembrança de um episódio vivido durante minha formação militar. Mais do que uma narrativa sobre um treinamento, trata-se de uma reflexão sobre medo, coragem, perseverança e transformação. Espero que o leitor encontre, nessa pequena travessia, algo que também dialogue com a sua …

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Quando o crime vira indústria de votos

Quando o crime vira indústria de votos

O crime organizado não precisa substituir o Estado por completo. Basta controlar suficientemente a vida cotidiana para transformar medo, favor e silêncio em influência política. Há um momento em que o crime deixa de ser apenas crime. Não porque deixe de roubar, extorquir, ameaçar, traficar, enganar ou matar. Mas porque passa a organizar a vida ao redor dele. Define por …

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Quando a ordem vira vergonha e a desordem vira explicação

Quando a ordem vira vergonha e a desordem vira explicação

Antes de dominar territórios, a máquina do medo precisa desarmar moralmente quem ainda seria capaz de denunciá-la Uma sociedade não começa a perder a luta contra o crime quando o primeiro território é ocupado. Começa antes. Começa quando as palavras deixam de descrever honestamente o que está acontecendo. Quando aquilo que ameaça o cidadão já não pode ser chamado pelo …

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Quando o cidadão honesto começa a pedir desculpas por existir

Quando o cidadão honesto começa a pedir desculpas por existir

A forma mais profunda da insegurança não é o objeto roubado. É a vida reduzida para caber no tamanho do medo Há um momento silencioso em que a insegurança deixa de estar apenas nas ruas e passa a morar dentro da pessoa. Não é exatamente no instante do crime. É depois. É quando o cidadão começa a reorganizar a própria …

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