Parceria Sejusp-MG e Direcional
Secretário Rogério Greco, com o promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto e o empresário Ricardo Gontijo (Foto: Vitor Laia)

Parceria cria projeto de capacitação profissional para presos com apoio de construtora

Um novo projeto em Minas Gerais aposta no trabalho como ferramenta de reintegração social dentro do sistema prisional.  Trata-se de uma parceria que reúne poder público, Ministério Público e setor privado para oferecer capacitação e oportunidades concretas a pessoas privadas de liberdade.

Estão envolvidos órgãos como a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) que firmou um Termo de Compromisso com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Serviço Social Autônomo (Servas) e a Direcional Engenharia. O objetivo é viabilizar ações de profissionalização, capacitação e ressocialização de indivíduos privados de liberdade (IPL).

 

 

A parceria prevê a implantação gradual de uma central de formas de alumínio voltada à prestação de serviços de pré-montagem (mock up), manutenção e limpeza das estruturas utilizadas nos canteiros de obras da construtora. O projeto piloto será patrocinado e executado pela construtora mineira no Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), com possibilidade de expansão para outras unidades.

Para o CEO da Direcional, Ricardo Gontijo, a iniciativa reforça o compromisso da empresa com a ressocialização por meio do trabalho:

 

“Esse convênio é um motivo de muito orgulho para a Direcional. Estamos iniciando um trabalho que acreditamos que pode se tornar um exemplo para o país na ressocialização de indivíduos privados de liberdade, contribuindo para que essas pessoas tenham um futuro melhor”.

 

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, destacou que o projeto fortalece a política de trabalho prisional ao integrar qualificação profissional, responsabilidade social e geração de oportunidades reais:

“Isso contribui para a redução da reincidência criminal e para a construção de uma sociedade mais segura”.

 

Custodiados da parceria têm remuneração

 

Os custodiados participantes receberão remuneração equivalente a três quartos do salário-mínimo, conforme prevê a legislação vigente. O valor será dividido entre ressarcimento ao Estado, repasse direto ao preso e depósito em conta pecúlio, além de incluir contribuição previdenciária.

Além das atividades laborais, a Direcional também realizará benfeitorias na unidade piloto, como a revitalização da portaria do complexo prisional e reformas em celas.

O promotor de Justiça Carlos Eduardo Ferreira Pinto avalia que a parceria representa um avanço importante para o sistema prisional:

 

“Nós não estamos mudando uma realidade secular de forma imediata, mas estamos avançando em passos importantes, com ações concretas que trarão benefícios reais para a sociedade”.

 

Na primeira fase do projeto, o investimento previsto é de R$ 1.345.280,20, com custo operacional mensal de R$ 82.670,95, envolvendo 22 presos. Já a segunda etapa contará com investimento de R$ 394.961,63, operação mensal de R$ 41.256,35 e participação de dez detentos.

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