O cadáver de Marielle Franco não interessa mais aos que pediam por justiça em 2022, sumiram
As investigações policiais apontaram que a vereadora do PSOL mexeu com interesses dos irmãos Brazão na Zona Oeste do Rio e não foi poupada (Fotos: Redes Socais)

O cadáver de Marielle Franco não interessa mais aos que pediam por justiça em 2022, sumiram

Aguardei um dia após o julgamento dos assassinos de Marielle Franco, e seu motorista Anderson Gomes, há 8 anos, para comentar sobre o assunto na esperança de ver um pedido de desculpas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papuda por um crime que não cometeu, julgado pela mesma turma que condenou os irmãos, Domingos Brazão e Chiquinho Brazão além de Ronald Alves, Rivaldo Barbosa e Robson Calixto, os verdadeiros mandantes e assassinos de Marielle.

O cadáver de Marielle Franco não interessa mais aos que pediam por justiça em 2022, sumiram
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Mas nada, nenhuma letra sobre as acusações, insinuações e apontamentos de dedos para a família Bolsonaro acusada, levianamente pela imprensa, artistas e políticos de esquerda da trama que culminou no assassinato de Marielle Franco. Chego a pensar que a memória dessas pessoas é seletiva, fraca ou quem sabe até que eles sofram de um mal sem cura – o desvio de caráter.

Bolsonaro, gostem ou não, enfrentou o sistema e foi derrotado nas eleições de 2022, sabe-se Deus por que meios. As insinuações feitas na ocasião por formadores de opinião, pesaram na decisão de milhões de eleitores analfabetos políticos e funcionais que não conseguem fazer distinção do que é real e do que significa narrativas. Os mesmos que acreditam nas estatísticas do IBGE, versão 2023/2026 e nas pesquisas eleitorais.

A narrativa amplamente divulgada pela mídia e lideranças do PT, PSOL, PCdoB e outros que pertencem a sopa de letrinhas socialista caviar, era que a vereadora negra e homossexual havia sido assassinada por milicianos ligados a Bolsonaro. Mas e aí, caro “amigo (a) (e) leitor (a) (e)”, você não acha que o “Boso” e sua família de “milicianos” merecem agora um pedido de perdão?

As investigações policiais apontaram que a vereadora do PSOL mexeu com interesses dos irmãos Brazão na Zona Oeste do Rio e não foi poupada. O Rio, como dizem por ai, não é para amadores, e isso inclui até políticos bem intencionados de esquerda. Fato é que o cadáver da menina Marielle, não interessa mais aos que pediam por justiça em 2022, às vésperas das eleições. Coincidência?

A vereadora chegou a receber, post-mortemMedalha da Inconfidência com pompas e circunstâncias das mãos do governador petista Fernando Pimentel, ao lado de personalidades nacionais que todos os anos comparecem a Ouro Preto-MG. Tudo isso com direito a discurso oficial e entrega da honraria à esposa/companheira de Marielle, sob holofotes da imprensa adestrada e militantes sensibilizados.

Então, vão ou não vão se desculpar? Cadê os valentes soldados influenciadores: artistas globais, ONGs, jornalistas, editores, intelectuais de botequins, lideranças de esquerda e entidades empresariais ideologicamente comprometidas, juízes, magistrados togados de nossas baixas e altas cortes? A tropa de choque que escarneceu Bolsonaro está com o rabo entre as pernas, em silêncio sepulcral.

Em qualquer outro país civilizado do planeta, todos os acusadores, um por um, estariam sendo chamados à lide, teriam que responder por acusações falsas e deveriam comparecer com indenizações pesadas em favor das vítimas (a família do “Boso”). Imagine a cena de Caetano Veloso colocando a mão no “bolso” para indenizar “Bolso”naro? Mas aqui, quando a verdade aparece, eles fingem de mortos e “tudo segue como dates no quartel de Abrantes.”

Sem muitas delongas, estou sentindo falta das hashtag prisão perpétua para os assassinos de Marielle Franco. A justiça parece ter sido feita, mas não tive notícia de nenhum grupo de defensores dos direitos humanos, de defesa dos negros, das mulheres negras e pobres, de minorias, coletivos de artistas, de LGBTQIA+, atores da Globo que vestiram camiseta em horário nobre, nenhum até agora foi capaz de descer do salto e aparecer em público com a hashtag #DESCULPA Bolsonaro, nós erramos ao apontar nossos dedos tortos e quase “cândidos” para você. Não vimos e provavelmente não veremos!

Sobre José Aparecido Ribeiro

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Jornalista, presidente da AJOIA Brasil; com formação em Filosofia, Turismo, Marketing e Gestão de Recursos de Defesa; é editor do Portal Minas Conexão e âncora do Médicos pela Vida; saiba mais: www.minasconexao.com.br

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