Ainda é possível interromper o assassinato a conta gotas de Jair Bolsonaro: leia o artigo do colunista José Aparecido Ribeiro
Os Suspeitos: Núcleo duro do PT dentro da Suprema Corte brasileira, responsável pela narrativa de um golpe que não existiu (Fotos: STF / Divulgação)

Ainda é possível interromper o assassinato a conta gotas de Jair Bolsonaro

O assassinato do ex-presidente da República, desafeto do atual governo e da Suprema Corte, segue a conta gotas e exige reação firme da sociedade para cessar a selvageria

 

A história haverá de mostrar que a ditadura atual, que se diz democrata, mas tenta assassinar adversários em tempo real, lentamente com requintes de crueldade, é ainda dezenas de vezes mais cruel do que aquelas “estórias” contadas nos livros de história em escolas nas últimas quatro décadas.

Assistimos sem reação à altura, a Justiça ignorar a dimensão humana de um ex-presidente da República que atravessou quatro anos sem um único escândalo no seu governo, ainda que tentassem transformar ”incômodos de baleias” em fato jornalístico.

Não é a primeira vez que a história mostra a prisão de líderes populares por meio de métodos sórdidos e inaceitáveis. Em diferentes épocas e países, figuras públicas foram detidas por decisões judiciais ou políticas que, mais tarde, seriam veementemente reprovadas.

Em muitos desses casos, o debate ultrapassou a esfera jurídica e passou a tocar um ponto essencial: o respeito à dignidade humana. Como no campo político era impossível vencer o adversário, os métodos utilizados foram parecidos com este que estamos assistindo ao vivo, com apoio de jornalistas militantes que comemoram a possível morte do desafeto, numa sexta-feira (13). Postura abominável registrada com poses no whatsapp.

No Brasil de hoje, a situação envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro levanta um debate que vai além de ideologias ou disputas partidárias. A discussão central, para quem tem um mínimo de honestidade intelectual e bom senso é humanitária.

Quando um preso apresenta riscos concretos à própria saúde ou à vida, o Estado tem o dever de garantir tratamento adequado e condições que preservem sua integridade física. Esse princípio não é privilégio de ninguém; trata-se de um fundamento do próprio Estado de Direito que não está sendo cumprido no Brasil, propositadamente.

A legislação brasileira prevê mecanismos para situações desse tipo, como a prisão domiciliar por razões médicas ou humanitárias. Esses instrumentos existem justamente para evitar que o cumprimento de uma decisão judicial se transforme em sofrimento desnecessário ou em risco à vida do detento, sobretudo quando o histórico de saúde é frágil, caso do ex-presidente que teve uma faca enferrujada, atravessada no baixo ventre, na primeira tentativa de assassiná-lo em 2018.

É assim com criminosos confessos, deveria sê-lo para o condenado, que neste caso foi jugado e sentenciado pelos próprios algozes. Todos os ministros que jugaram Jair Bolsonaro têm conflitos de interesse e não poderiam jamais exercer a função, são suspeitos, por dezenas de razões. Preciso citar a causa da suspeição de Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Carmem Lucia e Cristiano Zanin?

A história oferece exemplos que servem de alerta. O líder sul-africano Nelson Mandela passou 27 anos preso durante o regime do apartheid, e durante décadas houve denúncias internacionais sobre as condições de sua detenção e sobre o impacto disso em sua saúde, sem contar a própria prisão que foi absurda, como a que assistimos no Brasil.

Para não dizerem que estamos sendo injustos ao escolher exemplos, vamos lembrar do mentor intelectual da esquerda mundial, ideólogo da “revolução cultural” a qualquer preço, o italiano Antônio Gramsci, encarcerado pelo regime fascista de Benito Mussolini, que teve a saúde aniquilada durante o período em que foi preso, o que não é aceitável do ponto de vista humanitário.

Décadas depois, ambos os casos mostraram que o poder político se sobrepôs à humanidade. Mais recentemente, a morte do opositor russo Alexei Navalny em uma colônia penal reacendeu o debate global sobre as responsabilidades do estado quando alguém está sob sua custódia. Alexei, todo mundo sabe, foi assassinado por Wladimir Putin, como Bolsonaro está sendo pelos seus adversários, silenciosamente.

Independentemente de quem seja o prisioneiro, uma regra permanece universal: quando o estado prende alguém, assume integralmente a responsabilidade por sua vida e por sua saúde. E repare que neste caso, o Estado brasileiro é representando apenas por uma figura, a do inquisidor Alexandre de Moraes. O Brasil não pode ficar em silencio diante de tamanha injustiça.

Com efeito, é nesse ponto que a discussão se torna ainda mais sensível. O caso envolvendo Jair Bolsonaro não será julgado apenas pelos tribunais de hoje, mas também pelo olhar da história – e ela é implacável. Não é preciso ser brilhante para compreender que qualquer ato que venha de Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro é nulo, pois o ministro age motivado por interesses pessoais e sentimento de vingança. O ódio de Alexandre de Moraes a Jair Bolsonaro é público e notório, ninguém em sã consciência pode negar isso.

Ademais, a justiça que ignora a dimensão humana deixa de ser justiça e passar a ser apenas exercício de poder, pior, no caso em questão, um flagrante exemplo de arbítrio. Insisto, a história não tenha dúvidas, será implacável como sempre, vai cobrar seu preço, inclusive e principalmente no campo espiritual, particular e coletivamente, pela omissão ou dolo dos responsáveis.

São dignas de pena as gerações futuras de todos os envolvidos diretamente neste ato de barbárie, pois seus descendentes pagarão caro por isso.

Chega de crueldade, chega de cinismo, hipocrisia e insensibilidade com quem está pagando pelos crimes que não cometeu, mas por ter incomodado o sistema e o stablishment.

Sobre José Aparecido Ribeiro

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Jornalista, presidente da AJOIA Brasil; com formação em Filosofia, Turismo, Marketing e Gestão de Recursos de Defesa; é editor do Portal Minas Conexão e âncora do Médicos pela Vida; saiba mais: www.minasconexao.com.br

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