Manifesto à Nação: Quem poderá conter Alexandre de Moraes e a atuação de sua turma dentro do STF?
Alexandre de Moraes rindo na nossa cara, enquanto o Estado Democrático de Direito é massacrado: está na hora de reagir (Paulo Pinto/Agência Brasil)

Manifesto à Nação: Quem poderá conter Alexandre de Moraes e a atuação de sua turma dentro do STF?

Os fatos se acumulam e inquietam a consciência nacional. Processos marcados por questionamentos, penas desproporcionais e relatos graves de coação expõem um cenário que desafia os princípios mais básicos do Estado de Direito. Como se não bastasse, a recente condenação de um cidadão idoso a 14 anos de prisão por uma contribuição financeira de R$ 500 para o transporte de manifestantes escancara uma desproporção que fere o senso de justiça de qualquer brasileiro.

Enquanto isso, decisões que aliviam a situação de criminosos condenados por corrupção, tráfico e estelionato alimentam a percepção de dois pesos e duas medidas. O mundo observa e comenta a crescente politização de uma Corte que deveria ser o último bastião da imparcialidade.

As evidências se acumulam. A proximidade com figuras envolvidas em escândalos bilionários, a flexibilização de entendimentos jurídicos conforme conveniências e a perda de previsibilidade das decisões corroem a confiança pública. E quando a confiança na Justiça se esvai, abre-se um abismo perigoso.

Sem uma referência sólida de justiça , o país se aproxima de um ponto crítico: onde o “direito da força” ameaça substituir a “força do direito”. É nesse vazio que nascem o radicalismo, o descrédito nas instituições e o risco real de ruptura social.

Este manifesto é um chamado.

À sociedade brasileira, para que não se cale diante de abusos.

Às instituições, para que retomem seu compromisso com a Constituição.

Aos homens e mulheres de bem, para que defendam, com coragem, a liberdade, a legalidade e a justiça.

Ainda há tempo.

Mas é preciso agir. Exigir transparência. Cobrar responsabilidade. Restaurar a confiança.

Porque uma nação sem justiça não é livre. E um povo sem voz não é soberano.

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