Os fatos se acumulam e inquietam a consciência nacional. Processos marcados por questionamentos, penas desproporcionais e relatos graves de coação expõem um cenário que desafia os princípios mais básicos do Estado de Direito. Como se não bastasse, a recente condenação de um cidadão idoso a 14 anos de prisão por uma contribuição financeira de R$ 500 para o transporte de manifestantes escancara uma desproporção que fere o senso de justiça de qualquer brasileiro.
Enquanto isso, decisões que aliviam a situação de criminosos condenados por corrupção, tráfico e estelionato alimentam a percepção de dois pesos e duas medidas. O mundo observa e comenta a crescente politização de uma Corte que deveria ser o último bastião da imparcialidade.
As evidências se acumulam. A proximidade com figuras envolvidas em escândalos bilionários, a flexibilização de entendimentos jurídicos conforme conveniências e a perda de previsibilidade das decisões corroem a confiança pública. E quando a confiança na Justiça se esvai, abre-se um abismo perigoso.
Sem uma referência sólida de justiça , o país se aproxima de um ponto crítico: onde o “direito da força” ameaça substituir a “força do direito”. É nesse vazio que nascem o radicalismo, o descrédito nas instituições e o risco real de ruptura social.
Este manifesto é um chamado.
À sociedade brasileira, para que não se cale diante de abusos.
Às instituições, para que retomem seu compromisso com a Constituição.
Aos homens e mulheres de bem, para que defendam, com coragem, a liberdade, a legalidade e a justiça.
Ainda há tempo.
Mas é preciso agir. Exigir transparência. Cobrar responsabilidade. Restaurar a confiança.
Porque uma nação sem justiça não é livre. E um povo sem voz não é soberano.
Ajoia Brasil Associação de Jornalistas Independentes e Afiliados
