Estamos em 2026.
E neste ano o programa Big Brother Brasil, comemora o seu 26º ano.
E para que gosta, adianto que não é meu caso, há sempre que torça por algum participante que ao final receberá um prêmio milionário e terá seus minutos de fama.
Há quem assista, há quem não assista e há ainda aqueles, que um dia, assistiram um desses vinte e seis, que um dia foi o meu caso.
Em todos eles no paredão da vida, as articulações, as escaramuças, as preferências do público, as preferências do apresentador eram notadas.
Se havia manipulações, só que participa ou que determina as regras do reality saberão dizer, mas os patrocinadores e quem produz ganham consideráveis somas, e uma população que acha que esta decidindo continua a votar e gerar engajamento.
Porém nos últimos meses no reality show que permitiria a não a saída mais a entrada de um novo participante na Casa mais prestigiada do Brasil ganhou corpo, e por que não dizer ares de mobilização.
O protagonista principal levado aos 81 eleitores e tantos outros atores definiram a votação.
Entre choros, e sorrisos, entre afagos e promessas, até Deus foi lembrado. Esquecidos foram aqueles que tiveram seus destinos selados por decisões e julgamentos antecipados do então candidato.
Dizem que a justiça dos homens é falha mas a divina não. E nesta premissa e entre sonhos, e parafraseando um ex apresentador do BBB, que disse a um participante eliminado: “No sonho a gente, às vezes, se pergunta: “será que é sonho?”. Pois eu garanto, não só é um sonho mesmo, como chega, sim, a hora de acordar”, 134 anos após uma eliminação, outra ocorreu.
Por 42 contrários a 34 votos a favor, o sonho acabou para um certo Messias abrindo a vaga para outro participante.
E, no fim das contas, que espetáculo curioso nós assistimos, não é mesmo? Teve gente que comemorou vitória antes do tempo, como se o relógio obedecesse à vontade humana — mas, pelo visto, esqueceu que quem determina o tempo das coisas não somos nós. Existe uma ordem maior, e contra essa não há estratégia, não há torcida organizada, não há roteiro ensaiado.
Fizeram alianças, costuraram acordos, levantaram discursos inflamados. E e ainda assim nada disso foi o suficiente. Porque quando a base é frágil, quando se sustenta em contradições, uma hora a conta chega. Não adiantou pedir a condenação de inocentes, nem defender aquilo que fere princípios enquanto, na sabatina, se contavam histórias diferentes para cada ouvido. A verdade pode até ser ignorada por um tempo, mas não deixa de existir. E como já diz o velho ensinamento: a mentira tem pressa, mas a verdade tem permanência.
No fim, o resultado veio — e veio no tempo certo. Não no tempo da ansiedade, nem no tempo da conveniência, mas no tempo em que tudo se revela como realmente é. Porque não se constrói vitória sólida em cima de ilusão. O pai da mentira até pode oferecer atalhos, mas nunca entrega destino.
Agora é tempo de silêncio. Tempo de reflexão. Porque quando a festa acaba, quando as luzes se apagam e os aplausos cessam, sobra apenas o eco — e, às vezes, a solidão que se levanta sem pedir licença. Aquela certeza incômoda de que algo não foi como deveria ter sido.
A soberba sempre vem antes da queda. É uma lei antiga, ignorada apenas por quem acredita que está acima dela. E reclamar agora pouco adianta. O gosto da vitória até parecia real por um momento… mas era só isso: aparência.
E assim termina mais um capítulo — não com a celebração esperada, mas com a lição inevitável.
A derrota foi histórica.
Mas a vontade do Criador é soberana.
O sabor “S” de Supremo ficou na vontade.
Como diria o antecessor do candidato derrotado e cuja frase ficou celebre “Perdeu Mané”, o “Choro é Livre”.
Como talvez dissesse o antigo apresentador do BBB: “Vem Messias, aproveita que você, ao contrário de muitos quer ficarão confinados, você poderá sair para chorar suas mágoas e mazelas, perto dos seus e em sua casa. Você foi o novo eliminado depois de 132 anos”.
A justiça de Deus não falha.
Vem Messias, vem chorar aqui fora.
Ajoia Brasil Associação de Jornalistas Independentes e Afiliados
