Do oito de janeiro à Lei da Dosimetria: o fim da narrativa oficial
A narrativa do golpe foi derrubada com a aprovação da Lei da Dosimetria (Foto: Imagem Gerada por IA)

Do oito de janeiro à Lei da Dosimetria: o fim da narrativa oficial

Primeiro de abril é o “Dia da Mentira” no Brasil. Oito de janeiro deveria ser chamado de “Dia da Narrativa”. Há três anos, alguns manifestantes depredaram áreas da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Vandalismo! Infelizmente, como ocorreu em outras manifestações que tinham sido realizadas pela esquerda brasileira.

Diferentemente das demais badernas, essa – do oito de janeiro – foi batizada de “golpe antidemocrático”. Mesmo com a impossibilidade de comprovar amplamente as ações devido à falta de imagens em determinados prédios, houve julgamento amplo, desconsiderando o devido processo legal, a ampla defesa e a individualização de ações.

A narrativa do crime impossível foi construída: um golpe sem armas, em que o representante do Executivo não se encontrava no local. O “beneficiado” estava em outro país, sem chance de “tomar o poder” imediatamente. Pessoas que nem estavam no local foram condenadas. Motivo? Postagens nas plataformas digitais com críticas aos poderes.

A liberdade de reunião foi afetada. A liberdade de expressão, cerceada. Presos políticos foram feitos. Clezão, preso, e mais cinco réus morreram. A “democracia relativa” estava instalada. A estratégia de uso de narrativa para suplantar os fatos foi exercida.

Grandes “crimes” foram cometidos: pintar com batom estátua, sentar-se na cadeira do “imperador do Brasil”, furtar bola doada pelo jogador Neymar, quebrar relógio histórico. Esses atos, na história contada, certamente trariam um golpe ao Brasil.

Retirar o chefe do Executivo do poder é uma tarefa impossível sem o uso da força. Da força e da inteligência. A deposição do ditador venezuelano Nicolás Maduro é um exemplo atual. O distanciamento entre a narrativa e a realidade ficou claro para parte da população. Contudo, parte da população crê na história narrada. Para tanto, foi fundamental o uso da repetição por parte de uma imprensa comprometida e de formadores de opinião mais preocupados com ideologia e comprometimento em manter o sonho da juventude de uma “revolução da luta de classes”.

Simbólico o veto do chefe do Executivo nacional, Lula, à dosimetria no próprio oito de janeiro. É preciso manter o conto. Denúncias sobre o comportamento de influenciadores no caso do “Banco Máster” demonstram a milícia digital devidamente paga para construir nova narrativa. É uma forma de ação para validação do discurso.

Tirar os batons das bolsas é preciso. Ser independente é necessário. Criticar narrativas torna-se fundamental. Principalmente no oito de janeiro. Mas, o veto caiu. A narrativa oficial está em desconstrução. O rei está nu! A Suprema Tirania Federal está exposta.

A rejeição ao veto do chefe do Executivo nacional após a rejeição à indicação do office boy de Dilma Roussef demonstra um novo rumo ao País. Se a narrativa teve seu momento, a realidade e verdade se impõem. Os custos foram incomensuráveis. Incluem mortes de presos políticos. Mas, a história está sendo feita. Importantes passos foram dados. A anistia está a caminho para quem não teve acesso à justiça. Já para aqueles que usurparam da democracia, caberá julgamentos,. A história será fielmente contada.

Sobre Leandro Heringer

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Jornalista, Professor e Doutor em Administração; coordenador da pós em Comunicação Pública da PUC Minas. Especialista em Marketing Político; colunista do Jornal Montes Claros.

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