A pré-candidatura de Deltan Dallagnol está igual aos antigos carros movidos a álcool. Era necessário ligar e deixar “esquentar” na garagem para só depois arrancar
A pretensão eleitoral do Deltan nem esquentou na garagem ainda e já tomou dois reveses do STF (o primeiro foi do Flávio Dino) e agora do Gilmar. E com um detalhe: ambos os reveses vieram contrariando decisões do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, estado onde Deltan insiste com sua candidatura ao Senado.
No caso do Dino, o TRE/PR mandou remover reportagem da jornalista Mareli Martins, que afirmava que Deltan está inelegível (conforme decisão de 2023, quando teve sua cassação como deputado federal confirmada). O ministro ainda derrubou a multa aplicada. Alegação principal: censura à imprensa (olha o STF navegando conforme o vento sopra).
Agora foi a vez do Gilmar Mendes que revogou uma decisão do mesmo TRE/PR que mandava o deputado federal petista Zeca Dirceu remover postagens que afirmavam a inelegibilidade do Deltan Dallagnol, e que ele teria sido pego tentando desviar R$ 2 bilhões de recursos públicos. As alegações principais estão fundamentadas em fatos públicos, decisões judiciais e documentos oficiais, não configurando desinformação nem propaganda eleitoral antecipada negativa.
As escolhas do Deltan mais uma vez equivocadas. Enquanto mira seu estilingue de maldades em direção a pré-candidatos da direita no Paraná, criando embaraços e confusão entre os eleitores paranaenses, e claro, requentando nomes da esquerda, esquece-se do STF (falta coragem?), que é quem manda e desmanda, prende e manda soltar no País, e que por sua vez vem com a bazuca para cima dele.
Qual é a sua, Deltan Dallagnol? Esquentando lugar para alguém?
Enquanto isso, o boca aberta do Jeffrey Chiquini, companheiro de ataques à direita, está rindo à toa. Tudo indo como previsto?
Ajoia Brasil Associação de Jornalistas Independentes e Afiliados
