Caso Lucas Henrique: júri popular julga amanhã réu acusado de matar motorista de app no DF
O advogado Albert Halex de Lira Matos, conhecido por sua atuação firme em casos de grande repercussão no Distrito Federal, assumiu a representação da família de Lucas Henrique (Foto: Arquivo Pessoal)

Caso Lucas Henrique: júri popular julga amanhã réu acusado de matar motorista de app no DF

Nesta terça-feira (14), senhor Jorge Luiz entrará no Fórum do Guará, em Brasília (DF), carregando um peso que nenhuma família deveria conhecer: a ausência de um filho.

Há mais de 15 meses, ele espera por este momento. Desde o dia em que Lucas Henrique do Prado Ribeiro, de 35 anos, foi baleado após uma discussão banal iniciada por um retrovisor quebrado, a vida da família passou a ser marcada pela dor, pela saudade e pela luta incessante por justiça.

 

Caso Lucas Henrique
Com apenas 35 anos, Lucas Henrique do Prado Ribeiro foi baleado após uma discussão banal iniciada por um retrovisor quebrado (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Agora, pela primeira vez, sete jurados terão a missão de decidir o destino do caso que comoveu o Guará II e despertou indignação em todo o Distrito Federal.

Tudo começou com um retrovisor quebrado. O que poderia ter sido resolvido com diálogo terminou em um disparo à queima-roupa, uma vida interrompida e uma família devastada.

O caso Lucas Henrique será levado ao Tribunal do Júri. Diante de sete cidadãos, serão analisadas as provas, os depoimentos e as versões apresentadas ao longo da investigação. Ao final, caberá ao Conselho de Sentença decidir se a morte de Lucas foi consequência de um crime ou se a tese de legítima defesa apresentada pela defesa deve prevalecer.

O advogado Albert Halex de Lira Matos, conhecido por sua atuação firme em casos de grande repercussão no Distrito Federal, assumirá a representação da família de Lucas Henrique. Dr Halex é o mesmo advogado que vem acompanhando a família do adolescente Rodrigo Castanheira, morto em fevereiro de 2026, em um caso que chocou a capital e que também tem sido marcado por polêmicas sobre a real natureza do crime. Sua contratação reforça o compromisso da família de Lucas Henrique na busca por justiça.

Na manhã dessa segunda-feira (13), o escritório que representa os familiares na condição de assistente de acusação, divulgou uma Nota a Imprensa informando que a família de Lucas Henrique acompanha com “serenidade e firmeza” o julgamento de André Luiz Rodrigues de Magalhães, réu acusado pela morte do motorista de aplicativo, no Tribunal do Júri da Circunscrição Judiciária do Guará/DF.

Enquanto a defesa sustenta a tese de legítima defesa, a família e seus advogados mantêm a convicção de que o que ocorreu foi homicídio. A nota destaca que a legítima defesa exige, para ser reconhecida, a comprovação de uma agressão atual ou iminente no exato momento do fato, repelida de forma moderada, condições que, segundo a acusação, não estão presentes nos autos.

O laudo pericial complementar do Instituto Médico Legal é apontado como peça central da sustentação oral perante o Conselho de Sentença. “Que os fatos sejam julgados pelo que efetivamente ocorreram, e não pela narrativa que se pretende construir em torno deles”, destaca o documento.

A nota chama atenção ainda para o que classifica como uma tentativa de trazer ao processo elementos estranhos ao fato, entre eles, o histórico pessoal da própria vítima. “Não se julga, em um Tribunal do Júri, a vida de quem morreu; julga-se a conduta de quem é acusado por essa morte”, afirma a advocacia.

A dor que os autos não mostram

Para além das teses jurídicas, a nota destaca o sofrimento silencioso de Jorge Luiz e Marlene, pais de Lucas Henrique, que desde aquele dia convivem com uma ausência que nenhuma audiência é capaz de resolver.

“Muito do que essa família era até aquele dia morreu junto com Lucas Henrique — e o que resta é a busca legítima por verdade e por justiça, não como forma de vingança, mas como o mínimo que se deve a quem perdeu tudo de uma só vez.”

A advocacia reiterou confiança no Tribunal do Júri e se colocou à disposição da imprensa para esclarecimentos.

  • Albert Halex Advocacia e Consultoria Jurídica · (61) 98306-0004 / alberthalex@gmail.com

Sobre Márcia Casali

Jornalista profissional com experiência em telejornalismo, mídia impressa e web, assessoria de imprensa, social media e organização de eventos. Cristã, conservadora, defensora da causa animal, direitos da criança e do adolescente.

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